Candidato ao Senado, Rafael Motta defende fim da escala 6x1 e causa animal; veja entrevista

  • 14/09/2026
(Foto: Reprodução)
Bom dia da Inter entrevista Rafael Motta (PDT), candidato ao Senado Rafael Motta (PDT) foi o primeiro candidato ao Senado pelo Rio Grande do Norte entrevistado pelo Bom Dia Inter, nesta segunda-feira (14), e destacou que pretende atuar no fim da escala 6x1, na valorização do SUS e na defesa da causa animal. "A gente trabalha e sempre trabalhou na defesa do trabalhador brasileiro. Contra as reformas que tiraram o direito dos trabalhadores, contra a escala 6x1, porque o trabalhador tem que estar descansado para ele render, tem que ter tempo com a família", disse. 📳 Clique aqui para seguir o canal do g1 RN no WhatsApp Apresentadores Hugo Andrade e Larisse Neves com o candidato Rafael Motta ao centro Paulo Martin/Inter TV Cabugi O Bom Dia Inter iniciou nesta segunda-feira (14) uma série de entrevistas com os candidatos ao Senado Federal pelo Rio Grande do Norte. As entrevistas seguem até a sexta-feira (18), sempre às 7h. As próximas entrevistas são: Terça-feira (15): Samanda de Lula (PT) Quarta-feira (16): Styvenson Valentim (Podemos) Quinta-feira (17): Coronel Hélio (PL) Sexta-feira (18): Zenaide Maia (PSD) Agora no g1 Segunda candidatura ao Senado e aliança com o PT Candidato ao Senado Federal pelo Rio Grande do Norte também em 2022, Rafael Motta começou a entrevista dizendo que nas eleições deste ano, o cenário é diferente, já que são dois votos para o cargo. Na época, o candidato teve 385 mil votos, mas não foi eleito - a vitória foi de Rogério Marinho. O candidato relembrou a divisão dos votos dele com o então candidato Carlos Eduardo, mas citou que a disputa naquele ano ajudou a mostrar para o estado as ideias dele. Neste ano, o candidato do PDT fez aliança política com o Partido dos Trabalhadores (PT). Ele comentou na entrevista ainda parte da resistência inicial que sofreu. "O PT tem uma particularidade, é um partido orgânico, é um partido que tem uma dimensão muito grande de filiados, de mandatários. Então, é um partido em que existem correntes internas que muitas das vezes também discutem entre si. Isso é a beleza da democracia, mas o PT também tem uma qualidade que é que quando se decide algo nas suas reuniões, eles caminham juntos em torno de um objetivo. Então, esse ponto já foi passado, é normal as divergências", falou. Segundo o candidato, essa resistência já foi ultrapassada e ele hoje percebe um acolhimento dentro da sigla. Rafael Motta também foi questionado sobre a mudança de rota, já que em 2025 havia deixado claro a pretensão de sair como candidato a deputado federal. Ele disse que o cenário mudou após a decisão da atual governadora Fátima Bezerra (PT) de se manter no cargo até o final do mandato, sem disputar as eleições para o Senado, após o rompimento político com o vice Walter Alves. "Na verdade a gente viu que houve de uma de certa forma aí um impedimento da governadora disputar vaga de Senado. A gente sabe que a governadora Fátima passou por uma situação muito difícil. Depois de três décadas de política não vai disputar uma eleição, não vai ter o direito de disputar essa eleição. E a gente sabe quem foi, quem foram os autores que fizeram isso. Então, o nosso projeto acaba mudando", falou. Impeachment de Dilma Rousseff e mudança de partidos Enquanto deputado federal - cargo que teve por dois mandatos - Rafael Motta votou a favor do impeachment da então presidente Dilma Rousseff, que perdeu o cargo em 2016. Hoje aliado ao PT, ele citou que o PSB, partido ao qual pertencia, tinha fechado um posicionamento sobre a questão naquela oportunidade e que seguiu o voto do partido. "Só que a política eu percebi logo após que houve uma tentativa de desmonte realmente do nosso país em relação à reforma trabalhista, em relação à reforma da previdência, na qual eu sempre estive intransigentemente do lado do trabalhador brasileiro, votando contra essas reformas que tiravam o direito do trabalhador e do aposentado e a gente viu realmente para onde era o caminho que o Brasil estava indo", destacou. O candidato apontou, no entanto, que hoje o cenário é diferente e atende a uma nova dinâmica. Ele citou, inclusive, o vice-presidente Geraldo Alckmin que hoje faz parte do PSB. Atualmente no PDT, Rafael Motta também foi questionado sobre a mudança de partidos ao longo da carreira política - foram mais de cinco nos últimos 15 anos. O candidato disse que cada partido teve uma situação específica. Segundo ele, por exemplo, no PROS, reclamou do uso de fundos para compra de avião, helicóptero e acabou expulso. "Então, foram situações parecidas com essa, além obviamente da tomada do partido de alguns outros partidos no qual eu fiz parte. Mas a gente se encontra no PDT, onde estou muito confortável, um partido que tem uma ideologia político-partidária muito afim do que eu penso", disse. Bandeiras: fim da escala 6x1, causa animal e SUS Rafael Motta destacou ainda que entre suas principais bandeiras no Senado estão o fim da escala 6 por 1, a causa animal e a defesa do SUS. Sobre a escala 6 por 1, ele defendeu que o Brasil precisa dar "condições para essas pessoas também conviverem com a família, estarem descansadas e renderem mais no trabalho". Ele ainda reforçou que quer ser o primeiro senador da causa animal, entendendo a pauta como uma questão de saúde pública. Ele citou ações como vereador para a causa em Natal. O candidato reforçou ainda que pretende lutar pela melhoria do Sistema Único de Saúde, inclusive reforçando o Hospital Monsenhor Walfredo Gurgel, a maior unidade pública de saúde do Rio Grande do Norte, através de emendas parlamentares. "As emendas parlamentares são importantes para também dar um pouco mais de fôlego a municípios e, também, obviamente, a aparatos como o Walfredo Gurgel, o IFRN, a UFRN, a UERN, instituições como essas que merecem e têm que ter essa atenção", disse. Disputa pela vaga com Jean Paul Prates Rafael Motta também falou sobre a escolha dele como candidato e do ex-presidente da Petrobras Jean Paul Prates como suplente. Durante alguns meses os dois tiveram viveram a expectativa de saber quem seria o candidato escolhido para as eleições. Segundo ele, Jean Paul não vai ser um suplente apenas figurativo caso ele vença as eleições. "Os nossos suplentes não serão não serão figurativos. Não serão meros investidores de campanha ou aqueles que querem ser suplente para ter um cartão de visita como suplente para, enfim, poder caminhar aí ou fazer lobby, etc", falou. O candidato negou ainda que a escolha de Jean Paul Prates como suplente tenha relação com uma possível candidatura futura dele para outro cargo, fazendo assim o ex-presidente da Petrobras assumir o cargo de senador. "É importante a gente lembrar que o mandato do senador, o que ele faz em Brasília, ele pode modificar a vida do cidadão que está nos acompanhando, do motorista do aplicativo, da dona de casa, do aposentado, da pessoa com deficiência. Então, não é apenas a gente olhar e achar que aquela pessoa fez aquilo, mandou um recurso para uma praça, fez um pórtico. É muito mais do que isso", disse. Família de políticos e investigação do pai O candidato também foi questionado sobre o fato de fazer parte de uma família tradicional da política, que teve pai e avô também como parlamentares. O pai dele, o ex-deputado estadual Ricardo Motta, esteve entre os denunciados na Operação Dama de Espadas, deflagrada em 2015 pelo Ministério Público, para investigar um esquema de desvio de recursos públicos e fraudes na Assembleia Legislativa do Rio Grande do Norte. "Ele é a pessoa mais interessada para resolver isso o mais rápido possível, com toda certeza. Mas a minha trajetória é independente da dele. Sempre tive independência nos meus mandatos, eu sempre tive as minhas próprias pernas, sempre caminhei com as minhas próprias pernas. Eu amo minha família, obviamente, tenho muito carinho e amor pela minha família, mas essa situação ela vai estar sendo resolvida na Justiça", disse. Considerações finais Nas considerações finais, Rafael Motta disse que busca reforçar outros potenciais do Rio Grande do Norte, além do turismo, da energia renovável e do sal. "A gente tem que sair dessa mesmice e trazer, como eu disse, investimento descentralizado esse investimento para o estado do Rio Grande do Norte, trazer infraestruturas como novos portos, como novos, enfim, novas indústrias para o nosso estado, criar um plano de logística e de industrialização para o estado do Rio Grande do Norte", disse. Ele falou ainda que tem experiência para dialogar com vários setores e também com a oposição e citou que visa pautas em defesa das mulheres, do trabalhador, dos animais, do SUS e para fortalecer os municípios. Ele defendeu ainda o direito do acesso do trabalhador ao FGTS sem critérios pré-definidos. Vídeos mais assistidos do g1 RN

FONTE: https://g1.globo.com/rn/rio-grande-do-norte/eleicoes/2026/noticia/2026/09/14/candidato-ao-senado-entrevista-rafael-motta.ghtml


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