MP abre inquérito para apurar fraudes e avaliar possível anulação de provas do concurso da Polícia Penal do RN

  • 15/09/2026
(Foto: Reprodução)
Ministério Público do Rio Grande do Norte Divulgação/MPRN O Ministério Público do Rio Grande do Norte abriu um inquérito civil para analisar se há motivos para anular as provas escritas do concurso público da Polícia Penal e de Especialista em Assistência Penitenciária do estado. A portaria foi publicada no Diário Oficial Eletrônico do MPRN desta terça-feira (15) e é assinada pelo promotor Vitor Emanuel de Medeiros Azevedo, da 70ª Promotoria de Justiça de Natal. 📳 Clique aqui para seguir o canal do g1 RN no WhatsApp No documento, o promotor afirma que o procedimento foi instaurado para analisar a “(in)existência de motivos para anulação das provas escritas” do certame. A medida foi adotada após a repercussão da operação que resultou na prisão em flagrante de 12 pessoas suspeitas de fraude durante a aplicação das provas, no último domingo (13). Segundo a Polícia Civil, 10 prisões ocorreram em Mossoró e duas em Natal. Em Mossoró, a investigação apontou indícios do uso de equipamentos eletrônicos, incluindo pontos eletrônicos, para recebimento de informações durante a prova. Já em Natal, de acordo com a polícia, a apuração indicou a atuação de terceiros fora dos locais de aplicação, responsáveis por resolver questões e transmitir respostas aos candidatos, também com auxílio de aparelhos eletrônicos. A portaria do Ministério Público também cita a circulação, em grupos de WhatsApp, de imagens que sugerem que o caderno de prova foi fotografado e compartilhado durante a realização do exame. Outro ponto levantado pelo MP é que, a partir da análise dos procedimentos policiais já formalizados, há indícios de que a banca organizadora não utilizou detectores de metais em todos os locais de prova. Segundo o promotor, o objetivo agora é dimensionar a extensão das irregularidades e verificar se os mecanismos de segurança adotados foram suficientes para preservar a lisura do concurso. O que o MP pediu Na portaria, o Ministério Público requisitou à Secretaria Estadual da Administração (Sead) e ao Instituto Avalia, banca organizadora do concurso, que enviem, no prazo de 15 dias, informações sobre: todos os locais de prova; todas as medidas de prevenção a fraudes adotadas ou planejadas; se houve uso de detectores de metais, com detalhamento da quantidade e dos locais; justificativa para a não utilização dos aparelhos, caso isso tenha ocorrido; eventual interação prévia com órgãos de inteligência e investigação para reforçar a segurança do certame. O MP também determinou o monitoramento constante das investigações registradas pela Delegacia Especializada de Defesa do Patrimônio Público e do Combate à Corrupção (Deccor) nos dias 13 e 14 de setembro. A portaria publicada pelo MPRN não determina a anulação imediata das provas, mas abre uma investigação para avaliar se as irregularidades identificadas comprometeram a credibilidade do concurso a ponto de justificar essa medida. As condutas investigadas pela Polícia Civil podem se enquadrar no artigo 311-A do Código Penal, que trata do uso ou divulgação indevida de conteúdo sigiloso de concurso público para beneficiar a si ou a terceiros ou comprometer a credibilidade do certame. A pena prevista é de um a quatro anos de prisão. Concurso teve 260 vagas e mais de 40 mil inscritos O concurso da Polícia Penal do RN oferece 260 vagas imediatas, além de cadastro de reserva, para cargos de nível superior. As remunerações iniciais variam de R$ 3.500 a R$ 5.681,78, sendo o maior salário para o cargo de policial penal. O certame contempla vagas para Policial Penal e para Especialista em Assistência Penitenciária, nas áreas de médico psiquiatra, psicólogo, terapeuta ocupacional e assistente social. Segundo o governo, o concurso teve mais de 40 mil inscritos. As provas objetivas foram aplicadas no último domingo (13). Fraude em concurso da Polícia Penal no RN

FONTE: https://g1.globo.com/rn/rio-grande-do-norte/noticia/2026/09/15/mp-abre-inquerito-para-apurar-fraudes-e-avaliar-possivel-anulacao-de-provas-do-concurso-da-policia-penal-do-rn.ghtml


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