Natal tem maior queda do país no preço da cesta básica em julho, diz Dieese

  • 10/08/2026
(Foto: Reprodução)
Pacote pacotes café supermercado em Natal Rio Grande do Norte RN Divulgação/governo do RN Natal teve a maior redução no preço da cesta básica no mês de julho entre as capitais brasileiras, segundo a Pesquisa Nacional da Cesta Básica de Alimentos, divulgada nesta segunda-feira (10) pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese). De acordo com o levantamento, o preço do conjunto de alimentos básicos na capital potiguar caiu 7,95% entre junho e julho de 2026. Ao todo, 26 das 27 capitais pesquisadas registraram diminuição no custo dos alimentos - a exceção foi São Luís, com aumento de 0,30%. 📳 Clique aqui para seguir o canal do g1 RN no WhatsApp Com o recuo, a cesta básica passou a custar R$ 631,51 em Natal, a terceira mais barata do Nordeste. Em junho, ela fechou o semestre custando R$ 686,07. Na variação acumulada de 12 meses (entre julho de 2025 e julho de 2026), a capital potiguar acumulou deflação de -2,26%, tendo a maior queda do país no período. Veja dicas de como economizar em compras no supermercado Já na variação acumulada ao longo do ano de 2026, a cidade mantém uma alta de 5,75%. Maiores quedas mensais no país Entre as 27 capitais analisadas, as reduções mais expressivas em julho ocorreram em: Natal (-7,95%) Maceió (-7,87%) Belo Horizonte (-7,44%) Palmas (-7,38%) Rio de Janeiro (-7,12%) A única capital a registrar alta no mês foi São Luís, com variação de 0,30%. Em termos de valores absolutos, São Paulo foi a capital onde o conjunto dos alimentos básicos apresentou o maior custo (R$ 915,01), seguida por Cuiabá (R$ 881,27), Florianópolis (R$ 860,73) e Rio de Janeiro (R$ 855,37). Comportamento dos produtos em Natal Entre junho e julho de 2026, oito dos 12 produtos que compõem a cesta básica natalense registraram queda nos preços médios. A banana manteve-se estável, enquanto três itens apresentaram elevação. ⬇️ Produtos que ficaram mais baratos: Tomate (-47,36%) Óleo de soja (-4,19%) Café em pó (-2,53%) Farinha de mandioca (-2,04%) Manteiga (-2,00%) Açúcar cristal (-1,62%) Feijão carioca (-1,60%) Carne bovina de primeira (-1,23%) ⬆️ Produtos que subiram de preço: Leite integral (5,05%) Arroz agulhinha (2,23%) Pão francês (0,46%) A banana foi o único produto que manteve o preço estável entre os meses de junho e julho em Natal. Jornada de trabalho e salário mínimo necessário Em julho de 2026, o trabalhador natalense remunerado pelo salário mínimo de R$ 1.621,00 precisou cumprir uma jornada de 85 horas e 43 minutos para adquirir a cesta básica. Em junho, o tempo necessário foi de 93 horas e 7 minutos. Considerando o salário mínimo líquido, após o desconto de 7,5% da Previdência Social, a compra dos alimentos básicos comprometeu 42,12% do rendimento do trabalhador na capital.

FONTE: https://g1.globo.com/rn/rio-grande-do-norte/noticia/2026/08/10/natal-queda-preco-cesta-basica-julho-dieese.ghtml


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